quinta-feira, 29 de abril de 2010

CAP. 3 - MEDINDO CUSTOS LOGÍSTICOS E DESEMPENHO - VIII

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ELEMENTOS IMPULSIONADORES DO CUSTO E O CUSTEIO BASEADO EM ATIVIDADES

Como mencionado antes, há uma insatisfação com a contabilidade de custos, no gerenciamento logístico. Esses problemas podem ser assim resumidos:

  • Há desconhecimento geral quanto aos custos reais relativos aos serviços prestados a diferentes tipos de cliente/canais/segmentos de mercado 
  • Os custos são captados em um nível de agregação muito alto 
  • Ainda predomina o rateio dos custos indiretos 
  • Os sistemas convencionais de contabilidade são de orientação funcional, não sendo, portanto orientados para o resultado 
  • As empresa conhecem os custos do produto, mas não os custos do cliente.

Considerando-se que o gerenciamento logístico, como pode observar, preocupa-se em ultima análise, em atender às necessidades de serviço ao cliente de maneira mais eficiente, em termos de custo, então é essencial que os gestores disponham de dados que sejam os mais precisos e significativos.

Cada vez mais vem sendo reconhecido o importante impacto da logística no valor econômico agregado e, portanto no valor do acionista. È vital que as decisões sobre estratégias logísticas estejam baseadas em um pleno conhecimento do impacto que elas causarão no desempenho financeiro do negócio.

CAP. 3 - MEDINDO CUSTOS LOGÍSTICOS E DESEMPENHO - VII

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LUCRATIVIDADE DIRETA DO PRODUTO


Uma aplicação da análise de custos logísticos que vem tendo ampla aceitação, especialmente no setor varejista, é a técnica conhecida como lucratividade direta do produto – ou LDP.

Para o fornecedor é importante entender a LDP. A contribuição do lucro líquido das vendas de um produto depois de adicionadas as sobretaxas e subtraídos todos os custos que podem ser racionalmente alocados ou atribuídos a um produto específico = LDP. 



A importância da LDP para o fornecedor baseia-se na proposição de que um dos objetivos fundamentais da estratégia de serviço ao cliente é “reduzir os custos de propriedade para o cliente”, ou seja, como poderei influenciar favoravelmente a LDP dos meus clientes?

CAP. 3 - MEDINDO CUSTOS LOGÍSTICOS E DESEMPENHO - VI

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ANÁLISE DA LUCRATIVIDADE DO CLIENTE

Uma das questões básicas que os procedimentos da contabilidade convencional têm dificuldade para responder é a seguinte: “Quão lucrativo é este cliente comparado a outro?” Lucratividade do cliente em geral, é calculada pelas vendas líquidas do mesmo, menos seu custo, em um determinado período de tempo. A importância desses custos, que ocorrem em conseqüência do serviço que é prestado ao cliente, podem ser significativas ao considerarmos como as estratégias de logísticas deveriam ser elaboradas. Se pensarmos em todos os custos que incidem em uma empresa, desde a captação de um pedido do cliente, até o momento em que ela recebe o pagamento, fica evidente que o valor total poderá ser bem alto. 


 Na figura abaixo apresenta-se um modelo básico que procura identificar apenas aqueles custos relacionados ao cliente que são evitáveis (isto é, se o cliente não existisse, esses custos não incidiriam).



O ponto de partida é o valor bruto das vendas no pedido, do qual se subtraem os descontos oferecidos ao cliente, O resultado é o valor líquido de venda, do qual se tiram os custos diretos de produção ou custos das mercadorias vendidas, etc. Finalmente, quaisquer outros custos relacionados ao cliente, seja crédito comercial, devolução etc., são subtraídos para se chegar à contribuição líquida, aos custos totais indiretos, e ao lucro.

O ideal é que todos os nossos clientes sejam lucrativos no médio e no longo prazo e, no caso de clientes atualmente lucrativos, devemos procurar consolidar e ampliar ainda mais essa lucratividade.

Abaixo representa-se uma simples categorização de clientes ao longo de duas dimensões: o valor total líquido das vendas durante o período e o custo do serviço. As possíveis estratégias para cada um dos quadrados são sugeridas a seguir: 


Crescer

Esses clientes são relativamente baratos, seu valor líquido de vendas também.


Zona de Perigo

Esses clientes devem ser vistos com muita atenção. Análise para possíveis melhorias nas suas vendas é uma estratégia para os mesmos.


Planejar o custo

Esses clientes poderiam ser mais lucrativos se os custos de servi-los fossem reduzidos. Há um meio mais barato de juntar pedidos desses clientes, por exemplo, a internet.


Proteger

Clientes com alto valor líquido de vendas, relativamente baratos. A estratégia ideal seria talvez, procurar desenvolver um relacionamento que os tornem menos propensos a quererem buscar outros fornecedores.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

CAP. 3 - MEDINDO CUSTOS LOGÍSTICOS E DESEMPENHO - V

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PRINCÍPIOS DE CUSTEIO LOGÍSTICO

Como vimos anteriormente toda logística é direcionada ao foco, ou seja, à capacidade de enfocar o resultado do sistema de distribuição. Como base a provisão de serviços ao cliente e a identificação dos custos associados a esse resultado. Um dos princípios básicos do custeio logístico é que o sistema deve refletir o fluxo de materiais, um outro principio é que se deve possibilitar análises separadas de custo e receita a serem feitas por tipos de clientes, segmentos de mercado ou canal de distribuição.


O Custo de Manutenção de estoque

Sabemos que para converter pedidos de clientes em dinheiro, pela logística há muitos custos.

Um dos maiores custos é o estoque que contabiliza 25% do custo do ano. O maior componente do custo de estoque vem a ser o custo de capital, que compreende o custo das dívidas, o custo do patrimônio liquido(custo ponderado do capital), outros custos à serem incluídos no custo  de manutenção de estoque são referentes à armazenagem, ao manuseio,deterioração,pequenos furtos, enfim todos custos administrativos associados ao gerenciamento do estoque.

CAP. 3 - MEDINDO CUSTOS LOGÍSTICOS E DESEMPENHO - IV

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O CONCEITO DE ANÁLISE DO CUSTO TOTAL

Problemas operacionais na logística surgem porque nem todos os impactos de decisões específicas são levados em consideração ao longo do sistema corporativo. Às vezes, decisões tomadas em uma área, ocasionam resultados não previstos em outras áreas.

Na figura abaixo descrevem-se os vários elementos de custos envolvidos no ciclo de processo do pedido, cada um desses elementos tem um componente de custo fixo e outro variável, que levarão a um diferente custo total por pedido.




A logística permeia as funções organizadoras das empresas, com impactos de custo na maior parte dessas funções. Outro aspecto da logística que ajuda para a complexidade de gerar informações apropriadas sobre os custos, é que as decisões geralmente são tomadas levando-se em conta o sistema logístico já existente.


CAP. 3 - MEDINDO CUSTOS LOGÍSTICOS E DESEMPENHO - III

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ANÁLISE DO CUSTO LOGÍSTICO

Os métodos contábeis tradicionais são inadequados para analisar a lucratividade de clientes e mercados, já que foram projetados para medir custos de produtos.O gerenciamento logístico tem como objetivo integrar recursos ao longo do canal que vai desde os fornecedores até os clientes finais favorecendo a disposição de um meio pelo qual os custos e o desempenho dos fluxos do canal possam ser avaliados.

CAP. 3 - MEDINDO CUSTOS LOGÍSTICOS E DESEMPENHO - II

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LOGÍSTICA E O VALOR PARA O ACIONISTA

Atualmente o acionista é usado para medir o desempenho da empresa. Cada vez mais o gerenciamento da empresa é voltado para aumentar o valor para o acionista. O cálculo  para o valor do acionista é calculado pelo fluxo do caixa que podem ser definidos como:

Receita Operacional líquida 
menos
Impostos 
menos 
Investimentos em capital de giro 
menos
Investimentos em capital fixo 
Fluxo de caixa após serem descontados os impostos.

Atualmente está sendo usado o Conceito de Valor Econômico, EVA, que é a diferença entre a receita operacional, descontados os impostos  e o custo do capital empregado para gerar esses lucros. Uma empresa pode gerar um EVA negativo quando o custo do capital empregado é maior que o lucro, descontados os impostos, isso implicará menos valor para o acionista. Se fosse calculado o valor atual de EVAS e futuros esperados, geraria uma MVA, definição  para a verdadeira medida  do que vale o negócio para seus acionistas:

MVA
Preço da Ação X Ações emitidas 
menos 
Valor contábil do total investido 
Valor de mercado Agregado 

Ou simplificando MVA nada mais é  valor atual líquido do EVA futuro.


Os determinantes do Valor para o Acionista

São 05 os fatores básicos que aumentam  o valor para o acionista:
  1. Crescimento da Receita: A relação crítica é definida pelo impacto que o serviço logístico pode ter no volume de vendas e na retenção de clientes.
  2. Redução do Custo Operacional: O potencial para a redução do custo operacional  mediante o gerenciamento logístico e o gerenciamento da cadeia de suprimentos é considerável. Deve-se levar em conta a visão de custos em todos os itens de ponta a ponta.
  3. Eficiência do Capital Imobilizado: A logística, por natureza, tende a ser intensiva em termos de ativos imobilizados. Um dos fatores que atuam como pano de fundo do crescimento do serviço logístico terceirizado, tem sido a intenção de reduzir o investimento em ativos fixos, em contra partida acelerou-se a tendência de arrendar em vez de comprar.
  4. Eficiência do Capital de Giro: A estratégia na cadeia de suprimentos e o gerenciamento logístico estão fundamentalmente associados às necessidades do capital de giro, que por sua vez podem ser reduzidas por meio da redução de tempo do ciclo que vai do pedido até o pagamento.
  5. Minimização de impostos: Devem ser usados meios mais compatíveis para a redução de impostos, como por exemplo, a localização da empresa, o transporte, a transferência de valores etc.


O Papel do Fluxo de Caixa Para Criar Valor para o Acionista

O desafio para gestores que procuram aumentar o valor para o acionista é identificar estratégias  que possam influenciar positivamente o fluxo de caixa como aceleração dos fluxos de caixa, aumento no nível dos fluxos de caixa, redução de risco, valor de negócio.

Um exemplo dos impactos que as questões logísticas podem ter no desempenho financeiro positivo ou negativo, é o que aconteceu com o Wal-Mart e o Kmart.

O Wal-Mart investiu em tecnologia avançada, funcionários versáteis, intercambio eletrônico, aprimorou-se em campanhas publicitárias mais eficazes, estoque, promoções, enfim procurou investir para atender as necessidades do cliente de hoje.Com isso tornou-se uma das empresas mais bem sucedidas. O Kmart vem perdendo prestigio gradativamente devido a não investir no que o mercado exige hoje e consequentemente não consegue competir com outros comércios varejistas. O impacto da diferença  de desempenho entre as duas concorrentes tem sido dramático. O Kmart em 2002 recorreu ao capítulo 11 do código de falência dos Estados Unidos, enquanto que o Wal-Mart , considerada a maior empresa mundial, continua a prosperar.

CAP. 3 - MEDINDO CUSTOS LOGÍSTICOS E DESEMPENHO - I

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LOGÍSTICA E O RESULTADO FINANCEIRO

No turbulento ambiente empresarial atual, os gestores tem como princípio o resultado financeiro a curto prazo, que, por sua vez determina a direção à ser seguida na empresa, sem levar em conta o período a longo prazo. Outra influência poderosa é o fluxo de caixa. A terceira influência poderosa é o capital de giro e o fixo. 

Nesse caso é utilizado o Conceito do Retorno sobre o Investimento = ROI.

ROI   =                   Lucro                       
 Capital empregado        

Que pode ser expandido

ROI    =                   Lucro                          x                            Vendas                        
       Vendas                                               Capital Empregado

O ROI pode ser chamado “margem “na primeira opção e capital de giro ou giro ativo na segunda opção.

Dependendo do gerenciamento logístico, pode haver impacto no ROI, e o objetivo é encontrar meios para deslocar a isocurva para a direita.




Logística e as Demonstrações Financeiras

A logística pode afetar as demonstrações financeiras, como também o impacto no resultado operacional da empresa de diversas maneiras. No atual ambiente de negócios, tornou-se prioridade orientando os resultados financeiros e melhorando o balancete. O gerenciamento logístico bem elaborado tem a capacidade de incrementar e influenciar o desempenho



Caixa e Contas a Receber

O caixa, componente ativo, é vital para a liquidez do negócio. Hoje em dia, a maioria das empresas é pressionada pela necessidade de caixa a qual precisa ser conciliada a um modo de atender o pedido prontamente para ser expedida a fatura, pois um é interligado ao outro.
Outra variável menos óbvia, é a exatidão da fatura, porque se houver algum erro, o cliente não efetuará o pagamento na data prevista.


Estoque

Equivale a 50% do ativo da empresa. A logística preocupa-se com todo estoque da empresa, desde a matéria prima até o produto acabado.

Bens, Instalações e Equipamentos

O sistema logístico fará ampla utilização dos ativos imobilizados: fábricas, depósitos, armazéns, equipamentos para o manuseio de materiais, veículos, etc. As vezes é mais produtivo à empresa terceirizar alguns  ativos a fim de melhorar os números dos ativos em seus balancetes.


Passivo Circulante

São dívidas que devem ser pagas em prazo específico. No ponto de vista logístico, devem ser pagos os materiais comprados em grande quantidade.


Dívidas/ Patrimônio líquido

Existem hoje estratégias logísticas alternativas como empresas arrendando as instalações e os equipamentos de suas fábricas. A razão entre as dívidas e o patrimônio líquido, geralmente chamada “alavancagem” influenciará o retorno sobre o capital empregado e também trará conseqüências para o fluxo de caixa em termos de pagamentos de juros e reembolso de dívidas.